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sábado, 25 de setembro de 2010

Saudades de mim!

Owww, meu querido diário... O que fiz eu de ti?

Sinceramente, ando sem inspiração, parei na monotomia de dias que vem e vão, e não tenho novidades pra contar!

Lá se vai setembro também. Tudo passa tão rápido. Esse ano, até aqui, tive a 'companhia" de uma pessoa muito especial. Passei esse tempo ausente,planejando,sonhando,acreditando... E de repente, acabou!

stop
a vida parou
ou foi o automóvel?
(Carlos Drummond de Andrade)

Enfim, a partir de agora é tentar fazer dos dias que virão, dias pra me encontrar, ando com saudades de mim mesma!

domingo, 1 de novembro de 2009

O olhar que vê!


"Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela."
(Alberto Caeiro)

sábado, 23 de maio de 2009

Ele veio!



Tem horas em que parece que tudo está às escuras! Não conseguimos ver as coisas acontecendo na vida da gente, então dizemos que tá tudo parado! Ou pior! Às vezes, nos sentimos verdadeiros azarados por ver um monte de coisas consideradas ruins nos acontecendo!

Mas não é que tem que acontecer de tudo mesmo? Até o não acontecer, que seria o acontecer nada, é necessário!
Uma hora a coisa desanda... e a maré muda!

Essa semana foi de mais dilúvos em Salvador... então não dá pra passear muito, pra curtir o visual da cidade. Em volta, muita gente sofrendo. Mas há sofrimento de igual forma quando o sol ta tinindo. Então, não vamos culpar o tempo! O tempo não é humano, porquanto é perfeito!

Não fiquei com medo das nuvens carregadas e saí! E duas grandes oportunidades apareceram na minha vida. Como os amigos sabem, sou nova por aqui. Digo, aqui Salvador. Estava sem trabalho fixo. Digo, estava mesmo! Consegui uma oportunidade e outra ainda melhor parece que vão deixar comigo também, tá pra ser confirmado.
Grande alívio!

O lance das tempestades e das bonanças parece que é verdadeiro mesmo! Mas é claro que é! A vida é assim, altos e baixos, grande e pequeno, sorte e azar, medo e confiança, fraqueza e fé! A boa nova nem veio só pra mim, mais duas pessoas muito queridas conseguiram também empregos esses dias! Parabéns, Ivan e Fabrícia! Fico igualmente feliz por vocês! E quantas outras devem também estar sorrindo agora! E há quem chore!

Mas, enfim, quem veio? Você deve perguntar... afinal o título anuncia. Oras, o sol! De repente você não está percebendo o seu calor na pele, mas ele veio, ele sempre vem. Mesmo que as nuvens o ofusquem, ele vem! E só por isso que ainda existimos!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Penso!



De onde ela vem?!
De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,

Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...
Quebra a força centrípeta que a amarra,

Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.
(Augusto dos Anjos)

Mas só pensar não me faz existir!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pressa!




Segundos, minutos, horas...
Dias, meses, anos...
O tempo passa tão depressa.
Tudo voa em vendaval constante.
Tempestades de sentimentos,
Tormenta de emoções.
Umas boas outras ruins.
E a vida vai seguindo,
Tomando forma, por vezes disforme,
Acompanhando,ou tentando,
Essa correria exacerbada,desmedida.
O homem se esquece de tanta coisa.
esquece de si próprio, sua essência
Homem!
Com o amor da humanidade nas entranhas, nas veias...
Na alma!
Age como um robô, frio, distante...
Fábrica de fazer dinheiro.
No redemoinho, no ir e vir sempre apressado.
Coelho Maluco de um País Maravilhoso.
Mas os países também seguem seus rumos apressados.
Tudo é tão incerto e a morte é certa.
E a certeza, na pressa, deixa que o belo da vida passe em vão.

by Vinícius Ulrich
(para a amiga Patrícia)

Que lindo presente, amigo querido! Poeta no corpo e na alma! Um grande e especial bj para você!

Rotina!

Acorda
abre os olhos
pensa
levanta
reclama
se banha
come agora
bebe depois
e respira
e lê
e vê
trabalha
anda
senta
volta
guarda. Pega
devolve
ri
também chora
limpa
gosta
cospe
e corre, apaga
e dorme
e vai...
Acorda,
abra os olhos!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Lições!

O interessante de viver, acho que é prestar atenção nas coisas ao redor. Nas pessoas, nos lugares e tentar tirar de cada acontecimento, ou cada visão, a lição do dia!

Aqui em Salvador, não sei se por conta de ainda não estar trabalhando, tenho tido mais tempo pra isso. Porque geralmente nos preocupamos tanto com a rotina que parecemos ficar desligados pra certos sinais que a vida nos manda.

Hoje teve mais um passeio... Mais uma visita. Fui ao Forte de São Marcelo. Tirando a entrada que achei muito cara, foi bom ter estado lá. Aprendi mais um pouco sobre minha nova terra, avistei Salvador por mais um ângulo... bela vista! E vou me apaixonando assim, por essa gente, essa baía de todos os santos, que tem uma história fascinante, porque é a nossa história, é a nossa origem!

E aquilo das pessoas agradáveis continua valendo! E o cheiro!! Apesar de sentir o centro histórico meio poluído, muita sujeira na rua... Salvador, ainda assim, não fede! O Mar limpinhooo, as águas transparentes... só a maresia no ar!!

Numa das salas em que visitamos, no Museu lá do Forte, um poema de Fernando Pessoa... hummmm, meu amigo! rsrsrs...

"Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu."


Aí, o trecho de Mar Português! O guia pediu que alguém lesse, eu levantei a mão! E lendo, vi nele a minha lição de hoje!

Toda a beleza e história e paisagem de Salvador é um encanto, mas estar aqui, pra mim, ainda não é fácil! É estar longe das pessoas que amo, dos amigos queridos, da família, do lugar em que nasci, fui criada! Foi um corte no cordão umbilical! Mas estou aqui! E estou enfrentando um mar que mais parece o Bojador!! Ora, as águas estão mansas, eu sei! Mas dentro de mim, talvez não! Só que eu vou enfrentar... esse meu medo!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Fiz!


É preciso ter coragem pra
dizer sim
falar baixo
ceder a vez
e ainda falar outra vez

ter coragem pra ser
coragem pra fazer
mas que haja coragem pra refletir

com coragem se pode o longe
se pode o muito
e coragem! que pode cair

mas toma coragem pra levantar
coragem pra enxergar
e se for preciso insistir

terça-feira, 21 de abril de 2009

Inconfidência! E mais um 21 de abril!

Romanceiro da Inconfidência
Da bandeira de Minas

Cecília Meireles


(...)
Atrás de portas fechadas, a luz de velas acesas
brilham fardas e casacas junto com batinas pretas.
E há finas mãos pensativas entre galões, sedas, rendas.
E há grossas mãos vigorosas de unhas fortes, duras veias.
E há mãos de púlpitos e altares, de evangelhos, cruzes, bençãos.

Uns são reinóis, uns mazongos, mas pensam de mil maneiras.
Citam Vírgilio e Horácio, refletem e argumentam,
falam de minas e impostos, de lavras e fazendas,
de ministros e rainhas e das colônias inglesas.

Atrás de portas fechadas, a luz de velas acesas
Entre sigilo e espionagem acontece a inconfidência.
E diz o vigário ao poeta:
escreva-me aquela letra, o versinho de Vírgilio,
E dá-lhe o papel e a pena.
E diz ao poeta ao vigário com dramática prudência:
tenha meus dedos cortados antes que tais versos escrevam!

Liberdade ainda que tarde, ouve-se ao redor da mesa.
E a bandeira já está viva e sobe na noite imensa.

Atrás de portas fechadas, a luz de velas acesas
Uns sugerem, uns recusam, uns ouvem, uns aconselham.
Se a derrama for lançada, há levante com certeza.

Oh! Vitórias, festas, flores das lutas da independência.
E a vizinhança não dorme, murmura, imagina, inventa.
Não fica a bandeira escrita, mas fica escrita a sentença.


Agora!